Transição da relação da Afetividade para a Sexualidade

08-11-2010 12:21

 

Quando falamos de afetividade, mostramos a relação que pode existir entre homem e mulher ‑ é a "relação" ‑ afetiva; onde tanto o homem como a mulher vão buscar sua afetividade juntos. Vão dar início a um novo processo de amar e de ser afetivamente unido em particular, ela é só do casal sem intromissão de ninguém.

Ser afetivo é deixar amar‑se; o homem conquista a mulher e ela por sua vez se deixar conquistar pelo homem, faz‑se assim um laço de afetividade. Este laço não pode ser quebrado, pois é momento de entrega e principalmente de conhecimento afetivo. O laço é quebrado com a traição, desconfiança, desamor e as demais coisas que hoje a nossa sociedade apresente através dos MCS (Meios de Comunicação Sociais), as novelas de televisão nos mostra a traição (adultério) como uma coisa normal que pode acontecer com qualquer casal, os jovens se identificam com a TV, e automaticamente se identificam com o adultério da TV. É "fácil demais".

Assim nossa afetividade dá lugar a paixão que atualmente leva os jovens a se entregarem a sociedade mundana que "está na moda".

Devido à tantas formas de nos afastarmos da afetividade é que devemos lutar com toda a nossa força para reconquistar e cada vez mais vivenciá‑la em nossas vidas. Deixar tudo o que é do mundo, e procurar as coisas que vem de Deus. Dizer um "basta" as vontades próprias e se entregar a Jesus.

Somos criaturas feitas de amor, com amor e para amar (cf. Jo 4,16).

Deus nos mostra o novo nascimento do amor, da relação afetiva. A afetividade vem trazer a sexualidade, é uma necessidade que se for dada continuidade resultará em uma sexualidade de amor, e não uma sexualidade de puro sexo, atravessamos a sexualidade e chegamos a genitalidade e esquecemos que a afetividade traz a sexualidade, no tempo certo, e dai irá a genitalidade, pois Deus é o criador, o homem tem a tarefas de procriação, que foi dada por Deus. O amor é a chave de uma vida jovem no Espírito. "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como bronze que soa, ou como címbalo que retine" (I Cor 13,1).

Nisto existe pessoas que acreditam que o amor pode se desgastar com o tempo, pela falta de atitudes amorosas e afetivas. É verdade que assumir logo de início as atitudes de casal ‑ relações sexuais, vida em comum ‑ tem como efeito impedir muitas vezes o aprofundamento do amor, interromper sua construção, viciar a sua verificação. O amor não é só o fogo do sentimento, não é só um flash de uma paixão. O amor é um fogo que é um fogo. "O Amor é mais forte do que a morte; O fogo ardente do amor é uma chama divina! Toda água dos oceanos não seria suficiente para apagar o fogo do AMOR" (ct 8,6).

O sacramento do matrimônio dá esta capacidade de renovar o amor bebendo da fonte que é o amor.

Temos que valorizar a vida, a vida matrimonial, temos que trabalhar nossos jovens sobre a importância e a beleza de um matrimônio sadio e bem feito e ver os frutos desta criação que Deus‑Pai nos deu, é uma graça maravilhosa a que Deus coloca nas mãos do homem.

Temos que ter uma juventude para Jesus, se isso significar ser santo, é a santidade que teremos que buscar, precisamos de jovens santos, de famílias santas, de amor, namoro e casamentos SANTOS. Santos para Deus para podermos entregar para Jesus e dizer: Toma, Senhor, nosso coração é teu, único e exclusivamente TEU.

O homem foi criado por Deus com uma carência afetiva, o homem vai precisar da mulher, uma companheira, uma pessoa que resolveu deixar tudo para viver com ele. Muitas das vezes esta carência pode tornar‑se doentia, daí tem origem o ciúme, o desinteresse pelo casamento, ou sua continuidade.

Podemos assim fazer uma relação com o matrimônio, noivado e namoro, isto é, um mal casamento é reflexo de um mal noivado, e um mal noivado é resultado de um mal namoro. O namoro de jovens deve ser santo, suas  atitudes serão santas, construindo assim uma nova vida de jovens renovados no Espírito de jovens transformados, e essa atitude de transformação provém da criação.

O grande problema dos jovens no namoro é ultrapassar o "sinal vermelho", temos que ter um limite de chegada, pois é a falta desse limite que encontramos jovens ainda não maduros na frente de famílias, que encontramos um alto índice de prostituição, de menores carentes, de jovens que fogem de casa revoltados com seus pais. Ultrapassar o "sinal vermelho" é dar um tiro na vida, na vida nova que Jesus nos convida a assumir e a ter convicção no que afirmamos, dar esse tiro na vida significa selar a entrada a santidade no corpo, no amor e nas feridas abertas não cicatrizadas.

O homem tem carências afetivas, mas isso não quer dizer que começaremos a brincar com os sentimentos dos outros, brincar com o sexo e abusar dele fazendo o que bem entender.

A afetividade é amor, puro e de maneira santa, somos chamados por Deus a santidade (I Ts 4, 7‑8) mas sim a uma nova vida no Espírito, temos que exercitar um namoro santo, a Igreja precisa de jovens santos, para com eles se tornarem verdadeiros santos.

Carência afetiva é uma necessidade, o uso indevido dela toma‑a pecado e de impureza para o Nosso Deus. A afetividade nos apresenta a maturidade de três maneiras:

· Maturidade Psicológica ‑ Quando o jovem se toma maduro nos pensamentos, começou a ter uma visão de mundo não infantil, mais jovem, de maneira mais crítica.

· Maturidade Física ‑ Quando o jovem amadurece em seu corpo, o homem toma forma de homem, voz, músculos e seus órgãos masculinos se desenvolvem e ficam adultos, o mesmo na mulher, isso significa um corpo podendo ver uma maturidade apenas física.

· Maturidade de Atitudes ‑ Quando o jovem alcança sua maturidade nas atitudes e atos, quando começa a perceber com a maturidade psicológica o que vem a ser certo e o que vem a ser errado.

A maturidade é sinal de que caminhamos na estrada certa, que evoluímos ao projeto de Cristo, a imaturidade é sinal de que decaímos no oceano da desilusão e atravessamos a linha imaginária do pensamento não evolutivo, para o pensamento não‑involutivo, seria um sinal a saída pós‑maturidade do jovem a vida que o mundo oferece, aos prazeres sociais que hoje conquistaram todos os extremos do mundo.

Por fim, a maturidade é sinal de responsabilidade, ser responsável em estar com o outro respeitando, isso faz o amor crescer, ter responsabilidade tão qual a de um marido com sua esposa, a maturidade e o grau que temos que buscar como jovens que querem ser santos, que querem servir a Deus como Santos hoje, na sociedade, na escola, na rodinha de amigos, ser santos, esta é a palavra chave de nosso grito. Queremos ser santos hoje. Nossa plena maturidade é alcançarmos a maturidade psicológica, física e de atitudes.

APOIO

Mônica Guamieri Machado (Dra) ‑ Assessora em ações do adolescente da Secretaria da Saúde de Diadema ‑SP

Nely Zegarra (Dra) ‑ Psiquiatra em Porto Alegre‑ RS

Fernando Vicira Moraes ‑ Secretaria Marcos do Est. de São Paulo

Maria Helena Ameriot ( Psicóloga ) ‑ São Paulo ‑ SP

DISTRIBUIÇÃO

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